O cuidado está no nosso DNA


Home | Novidades | INTOLERÂNCIAS ALIMENTARES

INTOLERÂNCIAS ALIMENTARES


Ao longo da vida uma pessoa processa em média cerca de 25 toneladas de alimentos em seu sistema digestivo, sendo essa a maior carga recebida pelo sistema imunológico.

Esses alimentos podem desencadear diversos processos imunológicos, sendo importante diferenciar a alergia da intolerância alimentar. As principais diferenças são o fato de a alergia ser mediada por IgE e a intolerância por IgG. As reações alérgicas, chamadas de IMUNES são processos imunológicos complexos que podem ocorrer pela formação de anticorpos IgE, ou pela formação de anticorpos IgG contra determinados alimentos (proteínas de origem animal ou vegetal). As alergias provocadas pelos anticorpos IgE são as alergias alimentares propriamente ditas, com presença de quadro clínico quase que imediato, (rasch cutâneo, edemas, eritemas no corpo e outras manifestações até mesmo graves como choque anafilático) e as mediadas por anticorpos IgG se conhecem como hipersensibilidade alimentar ou intolerâncias alimentares. Veja o quadro abaixo:

Alergia Clássica IgE

Intolerância IgG

  •          Mediada por IgE
  •          Sintomas são imediatos
  •          Testes cutâneos positivos
  •          Poucos alimentos relacionados
  •          Pequena quantidade desencadeia alergia
  •          Pele e Mucosa
  •          Frequente em crianças
  •          Facilmente diagnosticado sem teste
  •          Rejeição do alimento pelo paciente
  •          Permanente ou definitiva
  •          1-2% dos adultos e 2-8% das crianças
  •          Mediada por IgG
  •          Sintomas tardios
  •          Testes cutâneos negativos
  •          Muitos alimentos relacionados
  •          Dose relacionada (frequência e quantidade)
  •          Afeta todos tecidos
  •          Crianças e Adultos
  •          Frequentemente, não é reconhecida.
  •          Alimento apreciado
  •          Remissão possível se o alimento é evitado
  •          25 a 40% da população

 

O trato gastrointestinal contem a maior superfície de tecido imune linfoide do nosso corpo. Atualmente sabe-se também que o maior número de neurônios depois do cérebro está localizado junto ao tecido gastrointestinal. Portanto o epitélio intestinal recebe estímulos neuronais, hormonais para o seu funcionamento adequado e também produz neurotransmissores importantes para o funcionamento neurológico.

 O conteúdo alimentar proveniente da ingesta de alimentos e sua adequada digestibilidade pela ação adequada de enzimas digestivas gera como produto o conteúdo intestinal formado por alimentos processados e uma flora intestinal adequada (são as bactérias de nosso intestino). As alterações digestivas como a má digestão podem não digerir os alimentos adequadamente o que nos conduz a alterações na flora bacteriana intestinal provocando DISBIOSE INTESTINAL que conforme o seu grau produz toxinas bacterianas, gases e outras substancias pró-inflamatórias que em contato com a superfície do intestino produzem inflamação e aumento da permeabilidade intestinal. Proteínas de alimentos de origem animal ou vegetal parcialmente digeridas atravessam esta barreira. O tecido linfoide imune que reveste grande parte do nosso intestino se sensibiliza produzindo anticorpos da classe IgG contra estas proteínas gerando a intolerância alimentar, que vai ser maior ou menor de acordo com a quantidade ingerida deste alimento. Estas alterações inflamatórias geram formação de substancias que interferem nas atividades de certos hormônios e neuro transmissores produzidos em grande parte neste tecido, como por exemplo, a serotonina.  Quando o paciente novamente utiliza o alimento no qual já apresenta a intolerância inúmeras manifestações fisiológicas podem ocorrer:

Transtornos gastro intestinais: dor abdominal, diarreia, sensação de inchaço, náuseas, acidez estomacal, úlceras e aftas orais, gastrites e colites, constipação, síndrome do colón irritável.

Processos dermatológicos: acne, eczema, psoríases, urticárias.

Alterações neurológicas: dor de cabeça, enxaqueca, vertigens,

Alterações respiratórias: tosse, bronquites, asma, rinites.

Alterações psicológicas: ansiedades, depressão, fadiga e hiperatividade.

Alterações musculo- esqueléticas: dor, rigidez, artrites, fibromialgia.

Outros: retenção de líquidos

 

O teste A-200 disponibilizado pelo Laboratório Bom Pastor avalia no sangue a presença destes anticorpos IgG frente a 200 alimentos de origem animal e vegetal e fornece o resultado para cada alimento como TOLERANTE, INTOLERANCIA LEVE, INTOLERANCIA MODERADA E INTOLERANCIA SEVERA.

A partir disto os alimentos intolerantes são retirados e sugerimos acompanhamento nutricional com nutricionista ou médico para substituição de certos alimentos por outros com valor nutricional semelhante.

 

Procure este exame em nossas unidades ou contate-nos via WhatsApp.


Postada em: 18/05/2018 10:45