BORDETELLA PERTUSSIS E MYCOPLASMA PNEUMONIAE, PCR


COMENTÁRIO (INFORMAÇÃO TÉCNICA/SOBRE O EXAME/PARA QUÊ SERVE O EXAME):

- O M. pneumoniae é o agente mais comum entre os germes atípicos associado a um quadro de pneumonia comunitária. Na maioria das vezes é subestimado pelo difícil diagnóstico. Acomete preferencialmente escolares, adolescentes e adultos jovens. Os sintomas são generalizados, ocorrendo normalmente faringite, traqueobronquite, podendo ou não haver acometimento do trato respiratório baixo. Inicialmente, há um infiltrado intersticial localizado, que pode evoluir com preenchimento alveolar difuso. Derrame pleural é muito incomum. Hipoxemia pode estar presente, com evolução franca para insuficiência respiratória em alguns casos. Manifestações articulares, hematológicas, hepáticas, renais, oculares e pancreáticas podem estar associadas. As limitações dos testes laboratoriais disponíveis levou ao desenvolvimento de técnicas de amplificação de seu DNA, que apresentam sensibilidade de 92% e especificidade de 100%.

Mycoplasma pneumoniae é um patógeno bacteriano do trato respiratório, diversas infecções são causadas por esse agente, como a pneumonia, que pode ser classificada em típicas e atípicas com base nos sintomas e nos sinais clínicos. O agente etiológico das classificadas como típicas é o Streptococcus pneumoniae, enquanto que as atípicas podem ser transmitidas por Mycoplasma pneumoniae, Chlamydia pneumoniae ou Legionella pneumophila.
A presença de anticorpos específicos anti-Mycoplasma pneumoniae é o indicador principal para o diagnóstico preciso de doença respiratória aguda por Mycoplasma pneumoniae. Após a infecção inicial, o sistema imunitário normal responde com a síntese rápida de anticorpos que alcançam o seu valor máximo de três a seis semanas depois e, em seguida, diminuem gradualmente no decorrer de meses ou anos. O aumento isolado dos níveis de IgM específica anti-Mycoplasma pneumoniae pode muitas vezes indicar infecção aguda, já que os anticorpos IgM aparecem normalmente no prazo de uma semana após a infecção inicial e cerca de duas semanas antes dos anticorpos IgG. Os adultos que foram infectados repetidamente por um período de vários anos podem não apresentar uma resposta imunitária forte de tipo IgM aos antígenos micoplásmicos. Nestes casos, a reinfecção leva diretamente a uma resposta de tipo IgG; portanto, a presença de um teste negativo para IgM não exclui com certeza uma infecção aguda. Quando se observa uma resposta de tipo IgM, esta pode persistir por meses ou anos após a infecção. Nestes casos, um resultado positivo ao teste de IgM não significa necessariamente uma infecção atual ou recente. A determinação dos anticorpos IgG demonstrou-se necessária dado que os pacientes podem não apresentar uma resposta imunitária de tipo IgM ou IgA. A resposta de tipo IgG é a última a aparecer e os níveis de IgG permanecem elevados por no mínimo um ano após a infecção.

A incidência de coqueluche, causada pela bactéria Bordetella pertussis tem aumentado nos últimos anos, particularmente nos países que utilizam a vacina acelular, que parece conferir imunidade menos duradoura para esta doença.
Os testes mais utilizados para o diagnóstico da doença são a cultura em meio específico e a PCR, ambas realizadas com amostra coletada da nasofaringe, sítio preferencial de colonização pelo patógeno no trato respiratório superior. A sensibilidade da análise por PCR é superior da cultura, sendo o mais indicado para diagnóstico.
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- O M. pneumoniae é o agente mais comum entre os germes atípicos associado a um quadro de pneumonia comunitária. Na maioria das vezes é subestimado pelo difícil diagnóstico. Acomete preferencialmente escolares, adolescentes e adultos jovens. Os sintomas são generalizados, ocorrendo normalmente faringite, traqueobronquite, podendo ou não haver acometimento do trato respiratório baixo. Inicialmente, há um infiltrado intersticial localizado, que pode evoluir com preenchimento alveolar difuso. Derrame pleural é muito incomum. Hipoxemia pode estar presente, com evolução franca para insuficiência respiratória em alguns casos. Manifestações articulares, hematológicas, hepáticas, renais, oculares e pancreáticas podem estar associadas. As limitações dos testes laboratoriais disponíveis levou ao desenvolvimento de técnicas de amplificação de seu DNA, que apresentam sensibilidade de 92% e especificidade de 100%.

Mycoplasma pneumoniae é um patógeno bacteriano do trato respiratório, diversas infecções são causadas por esse agente, como a pneumonia, que pode ser classificada em típicas e atípicas com base nos sintomas e nos sinais clínicos. O agente etiológico das classificadas como típicas é o Streptococcus pneumoniae, enquanto que as atípicas podem ser transmitidas por Mycoplasma pneumoniae, Chlamydia pneumoniae ou Legionella pneumophila.
A presença de anticorpos específicos anti-Mycoplasma pneumoniae é o indicador principal para o diagnóstico preciso de doença respiratória aguda por Mycoplasma pneumoniae. Após a infecção inicial, o sistema imunitário normal responde com a síntese rápida de anticorpos que alcançam o seu valor máximo de três a seis semanas depois e, em seguida, diminuem gradualmente no decorrer de meses ou anos. O aumento isolado dos níveis de IgM específica anti-Mycoplasma pneumoniae pode muitas vezes indicar infecção aguda, já que os anticorpos IgM aparecem normalmente no prazo de uma semana após a infecção inicial e cerca de duas semanas antes dos anticorpos IgG. Os adultos que foram infectados repetidamente por um período de vários anos podem não apresentar uma resposta imunitária forte de tipo IgM aos antígenos micoplásmicos. Nestes casos, a reinfecção leva diretamente a uma resposta de tipo IgG; portanto, a presença de um teste negativo para IgM não exclui com certeza uma infecção aguda. Quando se observa uma resposta de tipo IgM, esta pode persistir por meses ou anos após a infecção. Nestes casos, um resultado positivo ao teste de IgM não significa necessariamente uma infecção atual ou recente. A determinação dos anticorpos IgG demonstrou-se necessária dado que os pacientes podem não apresentar uma resposta imunitária de tipo IgM ou IgA. A resposta de tipo IgG é a última a aparecer e os níveis de IgG permanecem elevados por no mínimo um ano após a infecção.

A incidência de coqueluche, causada pela bactéria Bordetella pertussis tem aumentado nos últimos anos, particularmente nos países que utilizam a vacina acelular, que parece conferir imunidade menos duradoura para esta doença.
Os testes mais utilizados para o diagnóstico da doença são a cultura em meio específico e a PCR, ambas realizadas com amostra coletada da nasofaringe, sítio preferencial de colonização pelo patógeno no trato respiratório superior. A sensibilidade da análise por PCR é superior da cultura, sendo o mais indicado para diagnóstico.

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